Home Data de criação : 06/11/07 Última atualização : 12/05/12 07:09 / 20 Artigos publicados

RAUL SEIXAS no Rock in Rio  escrito em quarta 14 março 2012 07:13

Blog de elsonfuturista :Liberdade de expressão é essencial !!!         Elson - Rib.Preto/SP, RAUL SEIXAS no Rock in Rio

 

Oi pessoal,

faço aqui um humilde convite para que todos conheçam meu novo blog sobre Música Brasileira, minha paixão, e com uma proposta de mostrar muita informação interessante!

http://moscanasopa.musicblog.com.br/

 

Abração a todos e obrigado pela visita.

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A TERCEIRA ONDA  escrito em sexta 15 julho 2011 09:47

 

Numa de minhas recentes fuçassões no Youtube, descobri ao acaso, um vídeo de um filme que assisti a quase 30 anos atrás, no antigo Corujão da TV Globo. Naquela época o filme me encantou, pela história que ao final, fui descobrir, teria realmente acontecido. Nunca mais vi tal filme ser exibido na TV, e como não o via em locadoras de vídeo, a trama caiu em meu esquecimento momentâneo, e ao descobrir o video, na íntegra, agora no Youtube, embora com qualidade um pouco ruim, imediatamente assisti, relembrei e conjeturei: tem muito haver com um assunto que me incomoda em demasia nos dias de hoje.

A formação de grupos racistas, homofóbicos e até de uma ideologia político-religiosa. Às vezes, oculto atrás da bandeira de uma "causa qualquer". O uso de slogans, palavras de ordem e a adoração a um suposto "grande líder" se repetem na história da humanidade, aconteceu na Alemanha nazista, na Itália fascista, e também no chamado ‘socialismo real' da União Soviética, principalmente no período stalinista, na China com a "revolução cultural" promovida por Mao Tsé Tung, na Argentina com Perón, etc. Ainda, recentemente, líderes neo-populistas da América Latina, valendo-se de um discurso tosco anti-americano, conseguem enganar uma parte da esquerda resistente a aprender com a história.

Indo mais além, lembramos grupos extremistas que em nome de um ideal cometem crimes e mais crimes. Foi assim com os atos criminosos da Ku Klux Klan, o macartismo que desencadeou a "caça às bruxas", perseguindo todos os supostos "comunistas" nos EUA, os governos de direita da América Latina com traços totalitários como foi o de Pinochet (Chile), o regime de apartheid da África do Sul (antes de Nelson Mandela), o processo  de "limpeza étnica" conduzida pelos sérvios nos Bálcãs, os grupos neonazistas skinheads espalhados pelo mundo, os carecas do ABC paulista, e o movimento separatista do Iguaçu, no Paraná, entre outros menos conhecidos. Também, os partidos políticos neonazistas abrigados no regime democrático, na Áustria, chefiado por J.Haidern, e na França,  por Jean Marie Le Pen. Devem ser, ainda, incluídos os líderes com traços protofascistas (Eco, 1995): Berlusconi, que passou pelo governo da Itália, e líderes totalitários com traço imperial, como King Jon Il (Coréia do Norte), Assad (Síria), ou de milícias que ocupam o vazio do Estado (Hizbolá, Hamas, FARC, PCC) cujos atos truculentos faz semelhança com tantos movimentos fascistas italiano, espanhol, e mesmo o integralismo, no Brasil. No período da  ditadura militar, depois 1964, no Brasil, surgem grupos de extrema-direita, como a TFP (Sociedade da Tradição, Família e Propriedade) e o CCC (Comando de Caça aos Comunistas), ambos com intenções de causar uma ‘onda' de captação dos jovens para a sua luta ideológica e até terrorista.  E sem esquecer de mencionar os grupos de repressão que surgiram no Brasil da ditadura militar, tanto nos quarteis militares, como nas delegacias de polícia.

Para muitos membros de vários destes grupos, nomes como os citados acima, e ainda outros, como Hitler, Osama Bin Laden... não são apenas grandes líderes, chegam a vê-los como deuses até.

E não esquecendo também, que atualmente, grupos religiosos chegam bem perto de atitudes segregacionistas e preconceituosas, ao ponto de incentivar seus membros, ou fiéis, melhor dizendo, a atitudes grotescas e extremistas. E muitas vezes a "fé cega" destes fiéis é tanta que nem chegam a perceber o quão ridículos e desumanos estão sendo. E não se iluda, isto acontece no Brasil também, muitos não percebem, mas acontece.

No filme "A onda", um média-metragem para TV(cerca de 45 minutos de duração) de 1981, exibido apenas uma vez na TV brasileira(ao que me lembro), a trama tem início com o professor de história Burt Ross explicando aos seus alunos a atmosfera da Alemanha, em 1930, a ascensão e o genocídio nazista. Os questionamentos dos alunos(especialmente de uma aluna, que diz não entender como o povo alemão foi capaz de admitir tal genocídio tão passivamente),  levam o professor a iniciar uma arriscada experiência pedagógica que consiste em reproduzir na sala de aula alguns clichês do nazismo: usariam o slogan  "Poder, Disciplina e Superioridade", um símbolo gráfico para representar "A onda",  como seria denominada a experiência.

O professor Ross se declara o líder do movimento d'A Onda, exorta a disciplina e faz valer o poder superior do grupo sobre os indivíduos. Os estudantes o obedecem cegamente. A tímida recusa da mesma aluna que o questionou anteriormente inicia um modesto processo de rebeldia. Porém a escola inteira é envolvida no fanatismo d'A onda, até que um casal de alunos mais conscientes(a aluna novamente e agora seu namorado como seu aliado) alerta ao professor que ele pode ter perdido o controle da experiência pedagógica que passou ao domínio da realidade cotidiana da comunidade escolar.

A forma com que o grupo de alunos assume a ideologia realmente chega a ser assustadora... lembrando o início de um movimento nazi-facista, ou coisa parecida. Suas convicções e atitudes durante o desenrolar do filme, preocupam a ponto de sentirmos que ali nasceu o Neo-Nazismo, na década de 60, na sala de aula de uma pacata cidade americana.

Enfim, como já fazia parte de seus planos, a morte do movimento é dada pelo seu próprio criador, o professor Burt Ross reúne todos os membros do grupo no auditório da escola, prometendo, revelar-lhes algo maior ainda, e apresentando um líder nacional d'A onda, e assim, diante da cega expectativa de todos Burt  desmascara a própria criação, derrubando a ideologia totalitária que sustenta o movimento d'A Onda, e  num discurso(abaixo) que deixa a todos perplexos e decepcionados consigo mesmos,  denuncia o sumiço do sujeito crítico diante do poder carismático de um líder e do fanatismo por uma causa.

Diálogos finais do filme, incluindo o breve discurso do professor Burt Ross:

Aluno
-Não há lider nenhum, não é verdade?

Professor
-Claro que há, aqui está o seu lider.
(e mostra um video de Hitler discursando)
e continua
-Ouçam com bastante atenção, não há nenhum movimento juvenil nacional!
-Vocês pensaram que eram especiais, melhores que qualquer um fora desta sala,
 trocaram sua liberdade pelo luxo de se sentirem superiores,
 aceitaram a vontade do grupo acima de suas próprias convicções,
 nao importa a quem ferissem,
 deixaram que isso fosse apenas um passeio, do qual poderiam se desligar a qualquer momento,
 mas para onde ruma-lo?,  até onde vocês iriam?
-olhem para o seu futuro!
(e mostra novamente Hitler em discurso, inflamante)
todos se chocam
e ele continua

-é, todos vocês teriam dado bons nazistas!
 iam vestir aquela farda, virar a cabeça e permitir que seus vizinhos e amigos fossem perseguidos e destruídos,
 o facismo nao é uma coisa que outras pessoas fizeram, ele está aqui mesmo, em todos nós!
 vocês perguntam?
 como o povo alemão pode ficar impassível enquanto milhões de inocentes seres humanos foram assassinados?
 como alegou  que não estava envolvido?
 o que faz um povo renegar a sua propria história?
 pois se é que a história se repete vocês todos vão querer negar o que se passou com vocês Na Onda,
 mas se nossa experiência for um sucesso terão aprendido que somos todos responsáveis por nossos atos!
 e que vocês devem interrogar o que vão fazer ao invés de seguir cegamente o líder,
 e que pelo resto de vossas vidas
 nunca permitirão que a vontade de um grupo usurpe os seus direitos individuais,
 eu sei que isto foi penoso pra vocês como foi para mim também
 mas é uma lição da qual partilharemos para o resto de nossas vidas!!!

 

Embora o filme seja uma metáfora de como surgiu o nazi-fascismo e o do poder de seus rituais, pôde conscientizar os estudantes sobre o poder doutrinário dos movimentos ideológicos políticos ou religiosos. Mas o mais interessante de tudo é que o filme se baseia em fatos reais.

Esta experiência psico-pedagógica realmente ocorreu, e mais, em uma escola tradicional de uma pacata cidade norte-americana.  A história original aconteceu em Palo Alto, Califórnia, em 1967. Em uma aula de história do professor Ron Jones, quando um estudante questionou-lhe sobre a responsabilidade do povo alemão pelas ações do Terceiro Reich. O professor fez uma pequena simulação para que os estudantes entendessem o que é ter que seguir as instruções de um líder. No início, ensinou postura, respiração correta, respeito. No dia seguinte, somou-se à disciplina a noção de grupo. O mestre deu ao grupo um nome - A Terceira Onda. Mais tarde, incluiu um slogan, uma saudação, um cartão de "sócio" e até uma "polícia de estudantes" para vigiar as ações uns dos outros. Chegou a fazê-los acreditar que A Terceira Onda extrapolava a sala de aula, e era um movimento que iria dominar o país. "Para mim, como professor, era muito gratificante ver a maior parte dos alunos se envolvendo, tomando as rédeas. Eles saíam para entregar panfletos, agregar nomes. E aí isso explodiu", conta Ron Jones, hoje com 70 anos, ao jornal  Folha de São Paulo, em uma entrevista dada por telefone, em 2009. "Em cinco dias, o número de membros do grupo dobrou de 25 para 50. Fora da classe, o movimento chegou a reunir mais de 300 adolescentes", segundo Jones, "e a silenciar vozes dissidentes, à força. Uma criança perdeu a mão construindo explosivos. Era uma criança perdida, perigosa."

Foi aí que o professor Jones percebeu que havia ido longe demais. Para decepção geral, fez um discurso no qual revelou a farsa e apelou por bom senso. Dois anos depois da "Terceira Onda", ele foi demitido e proibido de lecionar em escolas públicas. Hoje, ensina poesia a deficientes mentais, escreve e ministra palestras. "Nunca faria isso de novo. Coloquei os alunos em perigo. Esse tipo de experimento é útil para mostrar quão facilmente nos tornamos vítimas desse tipo de coisa", conta Ron Jones.

Quarenta anos depois, Ron Jones cedeu os direitos de sua história, que já havia virado livro e o média-metragem para TV, a Dennis Gansel, 35 anos. Muitos quiseram fazer a adaptação para cinema antes, diz Jones. "A diferença é que Gansel prometeu transportar a história para a Alemanha atual". Foi o que fez. A nova história, agora um longa-metragem para cinema, lançado em 2009, A Onda, Die Welle, se passa nos dias atuais, na Alemanha,  diante de alunos que não aguentam mais ouvir falar de Hitler, e  o professor, interpretado pelo carismático Jürgen Vogel, retoma o projeto com fidelidade. Pequenas alterações atualizaram o conto. Além dos panfletos, o grupo agora tem uma página no MySpace. O professor agora mora em um barco e é fã dos Ramones. O desfecho da história, ainda mais violento que o original, também foi uma tentativa de acompanhar os novos tempos, segundo seu diretor, que é neto de um soldado de Hitler e filho de militantes de esquerda.

Esta nova versão da Terceira Onda, agora para o cinema, embora eu ainda não tenha assistido, deve ser tão eletrizante como a primeira versão para TV.

ASSISTA AOS FILMES E PENSE NISSO!

 

REFERÊNCIAS QUE UTILIZEI PARA ESCREVER ESTE TEXTO:

-http://www.espacoacademico.com.br/065/65lima.htm

-http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u610047.shtml

 

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Advogada encomenda a própria morte...  escrito em segunda 11 julho 2011 10:50

Blog de elsonfuturista :Liberdade de expressão é essencial !!!         Elson - Rib.Preto/SP, Advogada encomenda a própria morte...

   A advogada Giovana Mathias Manzano, 35, moradora da cidade de Penápolis (425 km de São Paulo), teria encomendando a própria morte pagando R$ 2.000 a dois jovens. A polícia prendeu na quinta-feira (23) Wellington de Oliveira Macedo, 21, que confessou o crime. Um jovem de 18 anos, cujo nome não foi divulgado, também teria participado da ação.
   Giovana foi morta no último dia 14 com três tiros e teve seu carro incendiado em um canavial. Ela deixou uma carta de despedida para a família, o que levou a polícia a trabalhar com a hipótese de que ela sabia que iria morrer... A advogada foi casada até fevereiro deste ano. Após a separação, ela entrou em depressão e passava por tratamento psiquiátrico, segundo informações de familiares.

   Esta matéria foi publicada por vários jornais nesta semana, e foi editada por completo no Fantástico de 10 de junho. E foi aí que resolvi reeditar o artigo abaixo, o qual já foi publicado neste blog, mas que, porém, trata de um assunto tão similar com o que tem ocorrido no mundo de hoje, em relação às causas de tragédias como estas, e às causas de processos depressivos, que muitas vezes são ocasionados em consequências das vicissitudes e frustações diárias em nossas vidas, sejam pequenas ou grandes... nossas buscas pela felicidade, seja nas situações, nos objetos de desejos ou em posições sociais, podem muitas vezes ser perigosas.

Caro amigo visitante, leio o artigo e me diga o que pensa, abraços!

 

 

Essa tal felicidade!!!

   O tema "Felicidade" pode ser refletido numa frase do poeta Guimarães Rosa, no trecho de um dos seus poemas: "A felicidade pode não estar do outro lado da margem, mas na travessia, enquanto estamos indo pra lá".

   Quantas vezes colocamos a felicidade em lugares que não alcançamos, e passamos grande parte da vida procurando-a onde ela nunca poderá ser encontrada?

   Felicidade é um estado de espírito e não uma coisa, um objeto, como geralmente o mundo tem ensinado ou como aprendemos ao longo da nossa história. Uma das coisas essenciais da felicidade é saber distinguir o que é "desejo" e o que é "necessidade" em nossas vidas.

   Esses dois sentimentos movimentam as nossas ações e quando se confundem nos causam uma sensação de vazio e utopia. Por exemplo: quando vamos a um restaurante saborear uma comida, podemos pensar que comendo tudo o que for possível, estaremos resolvendo para sempre o problema da fome, o que não é verdade, pois aquele alimento nutriu o nosso corpo somente naquele momento.

   Notamos então, que a construção da felicidade é diferente para cada criatura em função de suas necessidades e desejos. Se vivermos uma vida somente pelos desejos, dificilmente estaremos satisfeitos com aquilo que conquistamos, pois os desejos são infinitos, e certamente não daremos conta de atendê-los, sejam em nós mesmos, sejam nas pessoas que amamos. Quando soubermos diferenciar o que se passa entre nós, e escolhermos sempre de acordo com as nossas verdadeiras necessidades, trilharemos a nossa vida na simplicidade, dentro do necessário e poderemos experimentar essa tal Felicidade.

   Sem dúvida, a vida é uma busca permanente deste sentimento que motiva as nossas ações, e muitas vezes aquilo que aspiramos parece ser uma miragem, ou seja, algo que nunca alcançaremos. Portanto, uma das formas de sermos felizes, é procurarmos ao nosso redor motivos que tragam sentido às nossas horas, aos nossos dias. Estamos esquecendo de pequeninas ações do dia-a-dia, por exemplo: regar uma planta, cuidar de um animal, dialogar escutando sem fazer julgamentos, uma boa leitura, contar histórias para uma criança, resgatando os valores da família, seja com um álbum de fotografia, relembrando casos familiares, etc.

   Numa de suas últimas entrevistas, a poetiza Cora Coralina disse que "A vida, quanto mais simples, mais bela. Se não estivermos vendo uma folha seca sendo arrastada pelo vento na calçada, é porque não estamos vivendo, e não sabemos o que é felicidade".

   A felicidade está muito mais na caminhada do que no final da estrada. Vale a pena pensar em como vivemos, em como buscamos a nossa felicidade.

   O nosso convívio com o mundo depende sempre de nossas conquistas interiores. Uma pessoa otimista, observa o mundo de uma forma totalmente diferente de uma pessoa negativa. Um compreende que o problema é passageiro e o classifica como alavanca na vida, já o outro percebe tudo como obstáculo para a sua felicidade, ou seja, classifica o mundo como ele classifica a si mesmo. Como resultado, ou aproveitamos o problema, ou descontamos em alguém ou em algo. Nós refletimos na vida a nossa imagem interior.

   Como esse assunto é longo demais, podemos encerrá-lo lembrando Mario Quintana, quando diz: "Se a meta está demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade".

PENSE NISSO!

Elson

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Recado a todos os amigos.  escrito em terça 31 maio 2011 13:10

RECADO A TODOS OS AMIGOS.

   Andei afastado da internet, e em consequência disto, não atualizei este blog por muito tempo. Agora, eis-me aqui de volta, e com muita vontade de escrever, mas de que valem as palavras reunidas e conjugadas, se não há quem as leia?

   Assim, convido a todos que visitem este blog constantemente, e que não só leiam os artigos, mas que emitam seus comentários e críticas, mesmo que com farpas... rs!!!

   Aqui, estão alguns artigos que escrevi nos últimos tempos, e agora, outros novos. E ainda, alguns exemplares de jornais e informativos que editei, diagramei e publiquei.

Abraços a todos!

Elson -  maio/2011

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Cala a boca Lobão!  escrito em terça 31 maio 2011 12:36

Blog de elsonfuturista :Liberdade de expressão é essencial !!!         Elson - Rib.Preto/SP, Cala a boca Lobão!

   Escrevi o texto abaixo e encaminhei à Folha de São Paulo, em comentário ao artigo publicado no caderno Ilustrada, de 31/05/2011, sobre declarações que o músico Lobão fez no Festival da Mantiqueira, em São Francisco Xavier (138 km de São Paulo)no ultimo domingo, dia 29.

veja no link o artigo da Folha:  

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/922952-lobao-critica-joao-gilberto-e-chico-buarque-em-evento-literario.shtml

   O que falar de João Luiz Woerdenbag Filho, o grande músico Lobão? Quando eu tinha meus 18 anos até achava ele "o cara". Hoje? Já não é tanto!

   Seu talento e sua produção musical são incontestáveis. Sua capacidade em criar formas de combater o domínio das gravadoras e criar a "Outra coisa", lançando seus discos e de outros de forma independente, também é algo que admiro muito.   Realmente, Lobão foi além de todos e provou que o monopólio das gravadoras não poderia continuar como era. Sua obra é incontestávelmente puro rock'n roll de qualidade.

   Porém, dêem um microfone a ele que não seja para cantar e lá vem titica... até concordo com Lobão quando fala da versão que João Gilberto fez de "Me chama", grande clássico do rock nacional, o João estragou! E ainda, João Gilberto não é deus e nem sagrado, alguém precisava dizer isso, e Lobão disse!

   Mas, passou daí, Lobão extrapolou, e muito. Ironizar a obra de Chico Buarque? Dizer que a "A dita MPB é de uma mediocridade galopante"? Tais comentários mostram que o cara é mal informado e não acompanha a MPB. Perdoa Lobão, mas aí você "pisou".

   E mais, ao falar de política, por várias vezes Lobão já demostrou que não entende é nada do assunto(me baseando em outras falas do músico), ao mesmo tempo em que se diz primo de Carlos Lacerda, e até se vangloria disso, noutro diz que é de direita. Acorda Lobão, o que seria deste país hoje, se só houvesse a direita?,  graças ao "teu primo" e a outros mais,  existe hoje, um equilíbrio no país. Afinal, não foi o mesmo que você  fez dando um "golpe" na indústria fonográfica? Aquilo foi um golpe de esquerda na direita.

   E para terminar, aulas de história nele!!! Pô, Lobão, as sequelas da ditadura estão bem nítidas na realidade do Brasil, será que só você e uns poucos não enxergam? É podre dizer que se "arrancaram umas unhazinhas"! Se o cantor não sabe, vamos lá, arrancou-se unhas, dedos, vidas e desestruturou-se famílias em nome de protejer o país da subversão, subversão esta que nada mais era que o direito de lutar por um país mais justo e digno para todos! Se ao invés de Lacerda, o teu primo fosse o Herzog? Garanto que aí sua opinião seria outra. E digo mais, se o teu trabalho musical começasse uma década antes, com certeza você também seria uma das vítimas da repressão, quiçá estivesse vivo hoje para contar a tua história.

   Não é atoa que no twiter o povo malha na tag "CalaBocaLobão"!

Elson - Rib.Preto/SP

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